sexta-feira, 8 de junho de 2007

Até onde a paciência admite o vilipêndio e a provocação?


O que estamos vivendo hoje no Brasil não tem precedentes na nossa história. Nunca “nestepaiz”, as instituições foram tão vilipendiadas, nunca um presidente foi tão dissimulado(*), nunca uma oposição ao governo foi tão covarde, nunca uma polícia paga por nós cidadãos (A Federal) foi tão política, dividida, desviada do seu foco de ser republicana, isenta. Nunca um povo foi tão manipulado por pirotecnias de um réu-eleito que se finge “pai dos pobres”, mas, têm “matado” o pobre em favor dos ricos, mais detidamente banqueiros que nunca “nestepaiz” lucraram tanto com o “governo dos póbris” como hoje... “nestepaiz”.



A Justiça arrasta-se pela lama da corrupção(*) ora como autora, ora como “observadora”, acuada, “nestepaiz”, onde filho, irmão, compadre, amigo, aliado... todos, do presidente da república... todos os dias, são manchetes dos mais diversos meios de comunicação “destepaiz”, ora como protagonistas principais, ora como co-protagonistas de escândalos de corrupção dos mais diversos. Relembro: mensalão (Dirceu, Delúbio, Valério...), falso dossiê tucano(Bargas, Lorenzett...), Telemar(Lulinha filho...), tráfico de influência(Vavá...)Caça-níqueis( Jamil Name, Cezar Servo...), superfaturamento de lixo-formação de quadrilha(Palocci “condenado”), só para refrescar nossas memórias de povo terceiro-mundista, não acostumado a reagir e sim, a sucumbir ao marasmo e não ir para as ruas, pedir a saída deste apedeuta que tanto mal faz ao Brasil. Se exagero, os dados, os blogs, sites, flogs, portais... me desmentirão mesmo assim.



A gente vai dormir com a última da “turma do Lula” e antes que contemos “carneirinhos”, mais um corruptozinho petista, peemedebista, pepista, perista, petebista cai na “teia” da polícia federal por mais um golpe contra a ordem, contra os bons costumes. Mas, desde que Lula assumiu “estepaiz”, nunca antes, houve tanto lobby para legalizar drogas, promover a prostituição (o próprio site do ministério do trabalho ensina como ser prostituta de sucesso) dividir negro e branco, rico e pobre, matar a vida no seu nascedouro oficialmente com a legalização do aborto (Lula diz ser contra, mas, seu partido e aliados são autores das leis pró-aborto), institucionalizar o terrorismo(*) abrindo as fronteiras a grupos radicais islâmicos e apoiando a um canalha como Chávez e outro como o fedorento cubano(*)...



...Onde estamos? Na fronteira do fim, pois, a do caos, já ultrapassamos: Cut, PT, MST e outras variantes do terrorismo tupiniquim estão em franca ascensão, ora fechando universidades(Em São Paulo por covardia do Serra e falta de força da Justiça que não consegue MANDAR cumprir sua ordem judicial), ora invadindo hidroelétricas com as “campesinas”, enfim, tudo tem uma origem: O petismo. Não precisa dizer que este partido(*) é uma aberração, como disse o procurador, uma quadrilha organizada para roubar o patrimônio público Brasileiro, ou como já disse o senador Mão Santa: O PT só perde para a AIDS em destruição. E agora, quem poderá nos defender? Se fosse no seriado do SBT...Eu! Gritaria o Chapolim... Mas, não temos Chapolim, vivemos com a sombra do “Chavez”, arremedo de Hitler, populista como seu amigo brasileiro... arquitetos do fórum de São Paulo. Um movimento de unificação socialista da América Latina, com sigla de URSAL.



Eis a raiz de todo esse movimento de desestabilização da polícia federal, da Justiça, do Congresso, nesses poderes há corruptos, no governo, segundo a avaliação popular manipulada, Lula não comanda uma quadrilha, Lula não é quem segura a onda de seus “aloprados”, que virou sinônimo de ladrões, contraventores... mais um termo para ser acrescentado aos dicionários. A verdade é que estamos em franca queda, como tudo o que sobe, desce, a lama jogada por Lula para cima da cabeça dos Brasileiros, a qualquer momento cairá.



O tumor fétido que está no palácio do planalto, está supurando faz tempo, tem metástases para todos os lados, o doente nesta fase está à beira da morte! Quanto tempo de vida ele tem, só Deus para avaliar, mas, o “corpo” doente, ou seja: O (des) governo “destepaiz”, não tarda a sua morte! Seja pelas bactérias que comem a ferida do fisiologismo político, pelos vírus que geram as mais diversas infecções e enfraquecem o organismo governamental, pela corrupção sistêmica, pelo odor acre das fezes expelidas por ministros que caem, aliados que são degolados por navalhas, por PACS que não chegam a lugar nenhum, a não ser, o fornecimento da ”carne podre” da ferida aberta, onde parte da Câmara Federal é “ramificação” do tumor principal, Senado agonizante também, tem a cabeça atingida com golpe cirúrgico, pois, para o apedeuta e seu governo putrefato, outros Calheiros e Sarneys surgirão com maior vigor para “ajudar” o governo que alguns dizem: do crime. Agora, outras Mônicas surgirão, cairão novos Rondeaus, o governo do crime não tem oposição a não ser a sua própria, composta dos que se sentindo roubados pelos que mais roubam, a qualquer momento, um destes ou destas (e não precisa dizer que é feia), farão a punção do tumor e, aí...



...Difícil é ver supostos evangélicos e cristãos católicos, apoiando comunistas e socialistas ladrões, a propriedade assaltada. Difícil é ver uma rede Globo(dominada por propaganda estatal do PDE, Pro-uni, PAC e outros engodos petistas), antes impoluta, mandatária, “rainha”, sucumbir ante à um governo ditatorial, que reiteradamente quer a volta da censura(tão combatida nos governos militares pelos então subversivos Lula, o sequestrador Franklim Martins, a terrorista e assaltante Dilma Roussef, conforme pronunciamento do deputado Jair Bolssonaro(*), mas, não há registro de militares que enriqueciam ilicitamente, havia ordem e progresso, foi num governo militar que a maioria das conquistas dos trabalhadores foram definidas na CLT, hoje suprimidos justamente pelo governo “dos trabalhadores”, ou como mais conhecemos: Pelo mais corrupto governo da república Brasileira, como “rasgou o verbo”, Mangabeira Unger.



A se confirmar que a PF está sem controle, que as facções que se criaram, segundo diz a mídia e em pronunciamento no senado, aventou Arthur Virgílio, estão no “MATAR OU MORRER”. O povo de verdade DESTE PAÍS, e não “destepaiz”, tem algo muito sério para fazer: INDEPENDÊNCIA OU MORTE! Não somos comunistas, não nascemos corruptos, não somos ensinados pelos nossos pais, a roubar e deixar roubar. Desafio que alguém prove que a mãe do Lula assim o ensinou! Mas, deve ter sido depois de “cavalgar” no pau de arara, ter se metido com terroristas, seqüestradores, assaltantes e outras espécies desprezíveis(*), que Lula “descobriu” que liderá-los “era bom”, bastando que apoiasse tudo o que seus afetos fizessem e estes em retribuição lhes pusessem uma “couraça”, de modo que quem enxerga não possa provar que por trás dos invasores da USP, tem afetos do Lula, na via campesina, mlst, CUT, PT, tem afetos do “prisidenti” que senta a mesa com ditadores como à irmãos, desafia a inteligência dos Brasileiros como “se nada soubesse”, quando os fatos mostram que do irmão de sangue ao “irmão chavista”, surgem os “sinais” de uma hiena batizada de “Garcia” que ao lado do apedeuta em suas viagens no aero 51, chama os Brasileiros de burros e “declara” que na Venezuela há liberdade com um sargento tresloucado e ditador que fecha televisão somente porque não lhe é afeta dos crimes contra os direitos humanos.




Ah, Brasil! Soubesses tu, a hora da visitação que te chega do alto, teu povo BRAVA GENTE, À MÃE SERVIL, já teria te socorrido dos homens maus(*)! Mas, parece que só há um caminho a percorrer, quando as instituições falham, a justiça anda moribunda, o congresso e seus eleitos, à uma, só visam os cargos, “os reais fáceis” de um povo pacifico...Há que se justificar: INDEPEDÊNCIA OU MORTE! Morte aos infiéis da Pátria! Aos que roubam sua própria mãe, aos que tiram da boca do lactente o leite precioso para dá-lo aos filhos dos lobos devoradores que estraçalham suas vitimas ao longo da trilha aberta na selva do comunismo que mata e mente. Collor caiu por um Fiat Elba e um tesoureiro corrupto, Lula e seus “aloprados” loteiam a Petrobrás(*), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, desviam dinheiro de outras estatais através dos dízimos para o seu partido, a Justiça vê (apesar de cega), o STF não julga, o Congresso se acovarda e até se alia, a classe média paga o pato e banca uma horda de hoje, desocupados, que não mais querem trabalhar, porque inventaram a “bolsa família”, mas, sabemos todos que não tem almoço de graça! O trabalho sim, deve ser valorizado. Botar filho no mundo para ganhar dinheiro de governo, não! Mas, o ócio é incentivo oficial do atual (des) governo. Até quando a paciência da classe média que paga tudo agüenta, isso, é imprevisível.




Estamos no limite de aproveitar os “bons ventos” deixados pelo governo anterior de Fernando Henrique na economia. É preciso dizer com todas as letras que Lula apenas continuou o que ele próprio dizia que não prestava, se ao contrário fosse quando gritava o PT: Fora FHC, fora FMI...Não ao pagamento da dívida externa...não teria ganho nenhuma eleição. Mas, o Brasil de Lula é campeão de insegurança, prostituição, promiscuidade política e agora, os Estados Unidos e a Europa nos olha como “covil” de terroristas, casa de ditadores e outras pérolas trazidas pelo petismo. Nossas Forças Armadas estão sucateadas e as Farcs infiltradas nos “movimentos sociais”, no PCC, CV...dão as ordens a ponto de aviões desviarem das rotas no Rio de Janeiro para não serem atingidos por “balas perdidas”. Esse é o “melhor dos mundos”, segundo diz insistentemente a líder do PT no senado, Ideli salvati e, como diria o senador Mão Santa: - Melhor dos mundos para o PT do roubo, da falcatrua...E, antes que o governo dos Estados Unidos em legitima defesa nos lance alguns mísseis ou nos invadam para desalojar os terroristas do PT e seus aliados...




Pergunto: ...PSDB, DEM, PPS, STF, STJ, OAB, IMPRENSA (AINDA LIVRE), POVO LIVRE DO MEU BRASIL Até onde a paciência admite o vilipêndio e a provocação?

MARCOS MATIAS
Radialista e músico

quinta-feira, 7 de junho de 2007

MAR DE LAMA


por Augusto de Franco

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Lendo o noticiário de hoje, me veio à memória um comentário de Franklin Martins, quando ainda atuava na TV Globo, dizendo alguma coisa mais ou menos assim: "Ora, todo mundo sabe que o governo Lula não é um mar de lama". Ele falava para desqualificar as suspeitas que surgiram, se não me engano, com a descoberta do esquema Waldomiro-Dirceu. Pois é... O tempo passou e Franklin, que já operava informalmente como assessor de imprensa do Planalto, assumiu finalmente sua real condição. E de lá para cá, não deu outra: foi só mar de lama. Hoje poderíamos afirmar o oposto do que disse Franklin: "Ora, todo mundo sabe que o governo Lula é um mar de lama" (com exceção das oposições, é claro).



Vejam o noticiário dos últimos dias, rememorem o que saiu na imprensa nos últimos três ou quatro anos e façam as contas: 1) Quantos amigos e parentes de Lula estão envolvidos em casos suspeitos?2) Quantos colaboradores pessoais, da "cozinha" do presidente, foram acusados de crimes e outras ilicitudes?3) Quantos ministros e outros altos cargos de confiança do governo federal foram afastados sob sérias acusações de irregularidades? 4) Quantos ministros atuais de sua Excelência estão tentando caminhar "no fio da navalha"?5) Quantos aliados estratégicos de Lula estão neste momento sendo investigados pela polícia?Sim, corrupção no Brasil sempre houve, mas nunca a ponto de transformar boa parte da cúpula do governo federal num caso de polícia. Não, não há precedentes para esse mar de lama em que estamos imersos desde 2003. E não adianta muito a PF fazer uma operação espetacular atrás da outra. Cada nova operação apaga o impacto da anterior, já notaram? De sorte que os presos da operação imediatamente anterior são soltos e vão se acomodando no anonimato enquanto esfria a indignação do distinto público. Amanhã, ninguém vai lembrar mais de nada.



E aí eles voltam. Os escândalos sucessivos vão banalizando o escândalo e vão elevando o nível crítico da indignação. Se alguém desviou um recurso, isso passa a ser quase nada em relação a quem montou uma quadrilha para desviar recursos. Se alguém meteu a mão no dinheiro público, isso passa a ser um mero deslize em relação a quem deturpou a natureza de uma instituição colocando-a a serviço do crime. É como se a falta maior desculpasse a menor. A espiral da impunidade vai, assim, rebaixando os critérios éticos e, inclusive, diminuindo a eficácia das sanções legais. Esse é o resultado objetivo da perversão da política e da degeneração das instituições promovidas pelo lulopetismo. Não é preciso grande esforço para concluir que isso não pode acabar bem. Vai aqui um recado para os empresários (já que dezenove em cada vinte grandes e médios empresários acham que tudo bem, porque a economia vai bem, porque Lula não está fazendo besteiras nesse campo etc. e tal, devemos fechar os olhos para a esculhambação geral que o governo está promovendo em todos os demais campos da vida nacional). Atenção, meus caros: abaixo de certo nível de credibilidade das instituições políticas, a segurança jurídica despenca. E despenca de uma vez! Isso é praticamente inevitável, mesmo que a economia mundial e nacional vivam no sétimo céu.



O que estamos assistindo nos últimos dias são apenas os primeiros sinais da putrefação do governo. É razoável supor que haja mais, muito mais do que o está vindo a tona em virtude da impossibilidade de controle sobre todas as facções da Polícia Federal e sobre a imprensa e a mídia em geral. Se existisse oposição no Brasil é óbvio que este governo já teria sido afastado. Mas mesmo sem oposição - ou com uma oposição jogando a favor do governo, pronta para salvá-lo na última hora - o governo Lula não tem como acomodar adequadamente a massa informe de interesses díspares que hoje compõem a sua base de apoio. Mais cedo ou mais tarde esse arranjo perverso - e perverso inclusive com os aliados, pois que são estes arrebanhados instrumentalmente, comprados com dinheiro, cargos ou outras prebendas para servir aos propósitos de um única organização - tende a ruir. Aí é que nós vamos ver, além do mar, a lama jorrando em múltiplas cascatas, as "Cataratas do Iguaçú" da imundice. Antes, porém, eles tentarão "disciplinar" a Polícia Federal. Atuando seletivamente (sim, pois que até agora não sabemos a origem do dinheiro do falso-dossiê, nem o que faziam os homens de confiança de Lula na trama - assim como não temos notícia de nenhuma investigação que focalizasse as cabeças coroadas do PT envolvidas em irregularidades), a PF serviu aos propósitos do governo, sobretudo durante a campanha da reeleição, mas agora já começa a se transformar num problema.



Ah! sim, e eles também tentarão, de todas as formas, controlar os meios de comunicação. Mas depois da patacoada de Chávez, isso ficou um pouquinho mais difícil, não é mesmo?De sorte que a "fórmula" lulopetista de poder, que parecia tão boa, pode não funcionar. Nisso tudo que está vindo à tona não há um dedo da oposição. O esperto Lula já se imaginava realizando o sonho dourado de qualquer governante autoritário: governar com uma 'oposição a favor'. No entanto... apesar de tudo, apesar dos bons ventos da economia mundial, apesar da grande popularidade do líder carismático, o arranjo vem fazendo água; ou melhor, lama.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Devastação gramscista


Devastação gramscista


Prosseguindo no exame do panorama político-ideológico predominantemente esquerdista que se abate sobre a vida cultural brasileira, há que se destacar a presença do pensamento de Antonio Gramsci, seguramente mais eficiente do que as ações do Djanovismo soviético e da Escola de Frankfurt na criação das “condições objetivas” para se chegar a um “outro mundo possível” - vale dizer, estabelecer por aqui uma sociedade comunista. Para quem não sabe, Gramsci foi o secretário-geral do PC italiano que Benito Mussolini, em 1926, instituindo o “tribunal especial para a defesa do Estado”, condenou a 24 anos de prisão, depois de considerá-lo um “cérebro perigoso”. Confinado na penitenciária de Turi (na província de Bari, Puglia) Gramsci - cujo pai, Francesco, foi condenado a 5 anos de prisão por peculato e extorsão - arquitetou, em 33 cadernos escritos no cárcere, o mais diabólico esquema estratégico para a tomada do poder pelos socialistas em geral e os marxistas em particular.




Com efeito, embora fugindo à estratégia de assalto direto ao poder preconizado por Lenin, cujo cerne é a violência revolucionária, os objetivos gramscistas sãos os mesmos de Marx, Engels, Lênin e Fidel Castro(foto), qual seja, destruir o capitalismo para firmar o “Estado Regulado”. De fato, com Antonio Gramsci - “Il Gobbo” (“O Corcunda”) - a “transição para o socialismo” ganharia novos contornos estratégicos: ao invés da “guerra de movimento” instituída por Lenin, os socialistas ocidentais, em face do fracasso da revolução bolchevique fora da Rússia, apelariam para a “guerra de posição”, metódica e segura, a ser conduzida pelo “intelectual orgânico” com o respaldo da “sociedade civil organizada”. O objetivo, a longo prazo, seria a defenestração da burguesa e suas instituições de poder, mas, agora, pela via da “revolução passiva”. Em vez do Estado burguês, a hegemonia do Estado passaria às “classes subalternas”. Para administrar as sucessivas crises fomentadas no Estado democrático tradicional - uma condicionante fundamental na estratégia da “transição para o socialismo”-, Gramsci aponta como obrigatória a organização das “classes subalternas” a partir da mobilização de “aparelhos privados de hegemonia” - estes, considerados alicerces básicos para a formação da nova Sociedade Civil. Por “mobilização de aparelhos privados de hegemonia”, o teórico comunista compreende as distintas ações subversivas do partido-classe, sindicatos, associações, organizações não-governamentais (Ongs), etc., todos atuando para minar as “trincheiras” e os núcleos de “defesa” da sociedade capitalista.




Caberia ao intelectual “orgânico” o papel de buscar a adesão da sociedade civil pela penetração cultural e a detonação da guerra psicológica contra as instituições representativas do parelho hegemônico do Estado democrático tradicional. Na sua lógica “transformadora”, Gramsci considera todo mundo como intelectual, deste o sapateiro até o escriturário, passando pela enfermeira, etc., a formar, no fundo, a massa de manobra para servir de pasto à manipulação ideológica esquerdista. O intelectual “orgânico”, na nova estratégia revolucionária, deve conquistar, entre os demais integrantes da sociedade, a adesão do “intelectual tradicional” (burguês), desde que este aceite o papel preponderante do partido-classe - o “príncipe moderno”, na linguagem cifrada de Gramsci - como dirigente e formador do novo “consenso”, objeto final da “guerra de posição”, a etapa avançada de mobilização na “transição para o socialismo”. (O que venha ser partido-classe, o próprio Gramsci, nas suas “Notas sobre Maquiavel”, assim o define: “O moderno Príncipe desenvolve-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que o seu desenvolvimento significa, de fato, que todo o ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio príncipe moderno e serve ou para aumentar o poder ou para opor-se a ele.




O príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”). Para estabelecer o “consenso”, o gramscismo labora dia e noite na imposição de um novo senso comum, o conjunto de valores, crenças, costumes, tradições e o modo de pensar prevalecente no seio da sociedade tradicional. A concepção monstruosa do corcunda pretende nulificar o ser humano para, em seguida, por “dentro”, dar-lhe nova formatação, gerando assim uma espécie de Frankstein coletivo. Hoje, não há como negar, a sociedade brasileira já sofre os efeitos deletérios da estratégia gramsciana para chegar ao governo hegemônico das “classes subalternas”. Facções de organizações não-governamentais, partidos políticos, setores universitários, meios de comunicação em geral, as artes, produção editorial, a igreja, a justiça, o governo, etc. - juntos na tarefa ingente de formar o “consenso” antes do bote final -, desmontam os valores culturais do Brasil tradicional, rearticulando novos conceitos de sociedade nacional (“sociedade civil”), de cidadão (“cidadania”), de opinião individual (opinião coletiva “politicamente correta”), de legalidade (“legitimidade”), etc., numa lavagem cerebral sem precedentes na história da nação.




A “guerra de posição” de Gramsci, claro, não subestima a alternativa de, no momento oportuno, se associar à “guerra de movimento” preconizada por Lênin, que envolve a violência das armas. Mas prefere, em vez disso, ter como arma a incessante manipulação de aulas, discursos, palestras, livros, noticiário da imprensa, filmes, novelas, shows musicais, peças teatrais, para chegar, afinal, por outros caminhos, ao velho, totalitário e criminoso regime comunista.