terça-feira, 2 de julho de 2013

O poder muda a pessoa - ou porque os idiotas se acham com poder


      Não é um desabafo, mas vou terminar minha passagem hoje aqui, deixando essa reflexão de um profissional da psicanalise para alguns "amigos" que se acham no direito de "pensarem" que são algo ou alguma coisa por um cargo passageiro...tenho coisas 'terríveis' para contar de alguns deles (com provas), mas reservo-me o direito de apenas adverti-los (NÃO ME PROVOQUEM) :

O poder torna as pessoas estúpidas e muito poder, torna-as estupidíssimas. (R. Kurz)
O psicanalista J. Lacan [1] ,observou que a partir do momento em que alguém se vê "rei", ele muda sua personalidade. Um cidadão qualquer quando sobe ao poder [2], altera seu psiquismo. Seu olhar sobre os outros será diferente; admita ou não ele olhará "de cima" os seus "governados", os "comandados", os "coordenados", enfim, os demais.

Estar no poder, diz Lacan, "dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo". Pelo simples fato de agora ser "rei", tudo deverá girar em função do que representa a realeza. Também os "comandados" são levados pelas circunstâncias a vê-lo como o "rei do pedaço".

La Boétie [3] parecia indignado em perceber o quanto o lugar simbólico de poder faz o populacho se oferecer a certa "servidão voluntária". Bourdieu chama-nos atenção para a força que o símbolo exerce sobre os indivíduos e grupos. Antes de ocupá-lo, o poder atrai e fascina; depois de ocupado tende a colar a alguns como se lhes fossem eterno. Aí está a diferença entre um Fidel Castro e um Nelson Mandela. O primeiro e a maioria dos ditadores pretendem se eternizar no poder, o segundo, mais sábio, toma-o como transitório, evitando ser possuído pelo próprio. ("Possuído", sim, pois o poder tem algo de diabólico, que tenta, que corrompe, etc).

Uma vez no poder, o sujeito precisará de personas (máscaras) e molduras de sobrevivência. A persona serve para enganar a si e aos outros. A moldura, é algo necessário para delimitar simbolicamente a ação dele enquanto representante do poder. A ausência de moldura ou o seu mau uso fará irromper a força 'pulsional' do sujeito que anseia por mais e mais poder, podendo vir a se tornar uma patologia psíquica. A história coleciona exemplos: Hitler, Stalin, Mobutu, Collor de Melo, Pol Pot, Idi Amim, etc.

No filme As loucuras do rei George III [4] , da Inglaterra, somos levados a perceber duas coisas: o quanto que as pessoas recusavam a ideia de um rei que perdeu a razão em função de uma doença e, que fazer para impedir alguém que representa o poder máximo de uma nação, devido a suas loucuras?

O poder faz fronteira com a loucura. Não é sem motivo que muitos loucos se julgam Napoleão ou o Rei Luis XV. Parece que há algo de "loucura narcísica" nas pessoas que anseiam chegar ao poder político (governante de uma cidade, estado ou país, ministro, membro do secretariado local), ou ao poder de uma instituição, empresa, departamento, pequeno setor de uma organização qualquer ou grupo qualquer. O narcisismo de quem ocupa o poder, revela-se na autoadmiração (o amor a si e aos seus feitos), na recusa em aceitar o que vem dos outros e no gozo que ele extrai do poder, que, levado ao extremo poderia revelar loucura. R. Kurz, é direto ao declarar que "o poder torna as pessoas estúpidas e muito poder, torna-as estupidíssimas".

O sociólogo M. Tragtenberg certa vez observou como muitos intelectuais discursam uma preocupação pelo "social", mas estão mesmo preocupados com a sua "razão do poder". Há uma espécie de "gozo louco" pelo poder, que faz subir a cabeça dos que estão jogando para ganhá-lo um dia.

Do ponto de vista psicológico, observa-se que o poder faz o ocupante perder a própria identidade pessoal e assumir outra, contornada pela "fôrma" do próprio poder. Os cargos executivos (presidente, governador, prefeito, diretor, reitor, etc), tem uma fôrma própria, um lugar que marca certa diferença em quem a ocupa em relação aos cargos de segundo escalão (ministros, secretários disso e daquilo, chefes de gabinetes, assessores, etc). As "pequenas autoridades" dos escalões inferiores - mas com algum poder - costumam ter atitudes mais protofascistas que as grandes. São mais propensas a "vender sua alma ao diabo" que as grandes para estar no poder.

O psicólogo Ricardo Vieira, da UERJ, de quem me inspirei para continuar seu artigo, levanta os quatro primeiros indicadores de mudanças que ocorrem com as pessoas que chegam ao poder:

1) no modo de vestir: o terno, a gravata, o blazer e o tailleur que, antes eram utilizados em circunstâncias especiais, passam a ser usados cotidianamente, mesmo quando não é necessário utilizá-los. Alguns demonstram certo constrangimento em trocar a surrada camiseta e passar a usar um blazer ou uma camisa de linho, pelo menos nas ocasiões especiais. Se antes usava um cabelo comprido, despenteado, logo é orientado a cortá-lo, penteá-lo, dar um trato. Na última eleição para prefeito de Maringá, um candidato foi orientado pelo seu marqueteiro para mudar o cabelo enrolado por um penteado de brilhantina. Perdeu a eleição.

2) mudam as relações pessoais: os antigos companheiros poderão ser substituídos por novos, que o leva a sentir-se menos ameaçado. O sentimento persecutório de "ser mal visto", precisa ser evitado a qualquer preço por quem ocupa o poder.

3) altera o tratamento com o outro, que torna-se autoritário com seus subordinados; gritos e ameaças passam a ser seu estilo. Certa vez, perguntaram a Maquiavel se era melhor ser amado que temido? O autor de O príncipe respondeu que "os dois mas se houver necessidade de escolha, é melhor ser temido do que amado".

4) mudam os antigos apoios e alianças. Aqueles que o apoiaram chegar ao poder transformam-se em arquivos vivos dos seus defeitos. O poder leva a desidentificação com os antigos colegas de profissão. É o caso do presidente FHC e do seu Ministro da Educação Paulo Renato Souza, depois de executivos, ambos não se veem mais professores.

5) Resistência em fazer autocrítica. Antes, vivia criticando tudo que era governo ou tudo que constituía como efeito de governo. Mas, logo que passa a ocupar o poder, revela "sua outra face", não suportando a mínima crítica. O poder os torna cegos e surdos a crítica. Uma pesquisa de Pedro Demo, da Universidade de Brasília, constata que os profissionais de academias apreciam criticar a tudo e a todos, mas são pouco eficazes na crítica para consigo mesmos. Enquanto só teorizavam, nada resolviam, mas quando passam a ocupar um cargo que exige ação prática, terá que testar a teoria; agora é que "a prática se torna o critério da verdade" [5] . Por falta de referencial e por excesso de idealismo, é frequente ocorrerem bobagens e repetições dos antigos adversários, tais como: fazer aumentos abusivos de impostos, aplicar multas injustas, discursos cínicos para justificar um ato imoral de abuso de poder, etc. Há um provérbio oriental que diz: "quem vence dragões, também vira dragão".

Os sujeitos quando no poder protege-se da crítica reforçando pactos de autoengano com seus colegas de partido. Reforçam a crença de que representam o Bem contra o Mal, recusam escutar o outro que lhe faz crítica e que poderia norteá-lo para corrigir seus erros e ajudar a superar suas contradições. Se entrincheirarem no grupo narcísico, o discurso político tornar-se-á dogmático, duro, tapado, e podemos até prever qual será o seu futuro se tomar o caminho de também eliminar os divergentes internos e fazer mais ações de governo contra o povo, "em nome do povo".

 

 Infelizmente assim é o poder: seduz, corrompe, decepciona e faz ponto cego e surdo nos seus ocupantes temporários.

 

 
 * Psicanalista e professor da UEM

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Guerra por audiência na PB beira o ridículo e se consolida

Fábio Araújo (E) e Samuka Duarte (D)
Programas policiais na PB além de serem um “caso de polícia” e nem um pouco, um “correio verdade”… chegaram em nível nacional à colocarem a nossa Terra Amada, num patamar de “ESTADO DE RIDÍCULO”. O vídeo que caiu na rede da internet e disponibilizamos aqui para você leitor (a) analisar por si só, faz com que os que “pensam”, “repensarem” o quanto vale à pena esse “jornalismo”.AO FINAL DO TEXTO, ASSISTA AO VÍDEO.
 
O senhor Roberto Cavalcante e o Boss da TV Tambaú (que é o mesmo dono da Marquise empresa de lixo que faz a limpeza em Cabedelo e prometeu um shopping para a cidade) devem dar uma “parada” nessa “esmolagem” de audiência e fazerem suas equipes de “jornalismo”, agirem como tal.
 
Diplomados ou não, o que tem é muitos “picaretas” e “moleques” que com um “papel” na mão, ou não; se digladiam no horário do almoço Brasil afora, para uma massa ‘acostumada’ ao sangue, aos traficantes e ladrões, passarem para milhares de adolescentes que o ‘crime compensa’. Mostrar um bandido “grunhando” um funk de uma facção criminosa, não é papel de ‘jornalismo’ algum.
 
Essa do helicóptero é a prova de que o que vale para as empresas é os “anunciantes” que bancam esse tipo de programa. Samuka Duarte que como seu colega da TV Arapuan, Vinicius Henrique, disse: “sequer sabia falar direito” e, tomou aulas de dicção com fonoaudiólogos para melhorar o nível e poder ir ao ar e: depois que “aprendeu”, deu uma “banana” para o dono da Arapuan.
 
A Marquise como o vereador Tércio Dornelas disse na Câmara tem prestado um desserviço à cidade fazendo uma coleta “capenga”, mas é umas das “heranças” da era Zé Régis e, por que? Durante a campanha política o Caso de Polícia dava flashes e montava links diários contra os vereadores da época.A Câmara agora, é o “céu”? Não tenho nada contra os dois apresentadores, nem contra as emissoras, mas, vamos manter um nível mínimo de RESPEITO, PELA PB.
 
Parou tudo! A TV Tambaú não mostra hoje que o aumento dado na época da campanha foi sancionado pelo atual prefeito e, por que? Continua a Marquise que é do mesmo grupo, “fazendo coleta” do lixo e o atual prefeito que foi “bombado” por jornalistas de “canudo” da emissora, que agora, estão “caladinhos”. Como o vereador Tércio Dornelas disse na Tribuna da Câmara, um empresário Cabedelense foi preterido na disputa pela “coleta do lixo” e o serviço da Marquise é deficiente, é só ver o lixão que se tornou Cabedelo.
 
Esse empresário foi “apoiador financeiro de campanha” milionária da atual gestão e ao que parece, ficou só na vontade de prestar serviço a cidade onde ele investe há anos. Entre a “verdade” e o “caso de polícia”, o que é certo mesmo é que: É um caso de polícia mentir… é VERDADE que entre escamoteá-la; os que prestam… preferem praticá-la. É verdade.  VEJA O QUE COLOCARAM COMO "FARSA".  

 
Marcos Matias
radialista/ jornalista

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Superintendente esclarece polêmica sobre duplicação da BR 230 e “vontade política”


“Não a gente não quer não, porque vai trazer prejuízo para Cabedelo”. Este trecho da entrevista do superintendente do DNIT, Gustavo Rodolfo Andrade (Assista ao vídeo em nosso canal), revela a “vontade política” de alguns vereadores que estiveram com o superintendente para tratar um assunto tão sério como esse que vai trazer mais transtornos do que soluções.
 
Não há verbas para as obras à não ser “emendas de bancada”, ou seja “dinheiro de ficção” para quem conhece como funciona esse mecanismo, onde uma bancada parlamentar aprova uma emenda para tal “assunto” e simplesmente, o presidente da República através do Ministério onde “poderá” ser liberado, pode “segurar” os recursos e nenhum centavo chega ao “destino”.
 
Como esclarece o doutor Gustavo Andrade na entrevista ao jornalista Paulo Nogueira, o ideal é que seja recursos do PAC, então, a própria prefeitura e a Câmara podem empreender ações no sentido de apresentar um projeto para receber os recursos e fazer a “terceira via”, saindo do mesmo KM0 que hoje fica em frente ao porto e fazer como já há projeto no sentido de fazê-la paralela a linha férrea, indo até ao bairro do Renascer, limite com Salinas Ribamar ou encurtar e fazer a “saída” à altura do PetCoke.
 
Conversamos ontem com o vereador Rosivando Neves do PT de Cabedelo, líder do governo Luceninha e ele disse que Cabedelo “vai perder” porque o que a cidade precisa é de dinheiro e escoamento da produção do porto. Perguntamos eu e o jornalista Paulo Nogueira no que Cabedelo “perderia” e o vereador respondeu com uma pergunta: - Você não está acompanhando a tramitação da PEC dos portos, não? Homem, a gente perde... insistimos e ele respondeu que “significa” dinheiro que a cidade vai perder e não deu mais detalhes.
Deputado Estadual Anísio Maia (PT/PB)
 
Na visão do deputado Anísio Maia (foto) também do PT, este se colocou contra a duplicação da BR 230 no centro de Cabedelo e disse ao jornalista Paulo Nogueira que poderíamos publicar a sua posição com relação à este assunto. A verdade é que segundo o Superintendente do DNIT, os moradores que estiverem no trecho por onde poderá ser construída a duplicação, terão duas vertentes à seguirem e nenhuma delas será boa para ninguém.
 
De um lado, quem possuir um terreno (a maioria é foro da União) terá o processo analisado por um juiz federal e este dará a “sentença”, dizendo quanto vale ou não o imóvel. Trocando em miúdos, uma pessoa que tenha uma residência que valha 300 mil, mas não tenha a escritura do terreno, será avaliada pelo valor “venal” e não valor real. Então, como não dará para comprar nem um barraco numa favela, esta pessoa será “remanejada” para “conjuntos habitacionais do governo”.
 
Por outro lado, os que possuem escritura não pensem que receberão o valor real do imóvel se ele valer os mesmo 300 mil, pois serão avaliadas com mecanismos semelhantes com as condições de “avaliações” da CEF para compra de imóveis e quem conhece sabe que não pode ter um “buraquinho” na parede que eles “depreciam” o valor do imóvel. Então, não é bom para ninguém essa duplicação que vai ter muros de contenção, divisórias e passarelas, ou seja: para comprar na farmácia “tal” que fica do “outro lado” , o sujeito vai ter que buscar uma passarela à altura do Banco do Brasil ou Caixa Econômica ou se submeter a atravessar a BR e ser atropelado.
 
O KM 0 pode ser “colocado” à altura do contorno da rua do Moinho? O superintendente respondeu taxativamente que sim. Então, quem tem tanto interesse em “rasgar” o centro de Cabedelo sem motivo que traga melhorias, mas transtornos? Quem à essa altura: que lojas, prestadores de serviços já instalados já tem dificuldade para manterem suas estruturas e venderem seus produtos e serviços, gostaria de ter mais um empecilho em que o morador do lado “A” tenha que se deslocar para o lado ”B” para adquirir o que precisa? É preciso uma decisão.
 
Alguns vereadores propõem um plesbicito. Não há tempo nem dinheiro para arregimentar isto! A população vai pagar um plesbicito para decidir uma coisa que taxativamente vai dizer NÃO? É de bom senso isto, senhores vereadores? A terceira via paralela à linha férrea, a ponte ligando Cabedelo à Costinha (projeto do senador Cássio C. Lima) e que o governo do Estado apoia, são saídas para o escoamento das cargas do porto e “portas abertas” para que Cabedelo se livre de um futuro pesadelo.
 
Já se pode ver na BR 230 que o DNIT tirou o retorno após o viaduto do Forrock e deixou somente aquele depois do hospital de Traumas para quem quer se deslocar à Manaíra, Tambaú e Cabo Branco, então, imaginemos o único retorno do Centro de Cabedelo será justamente o da Rua do Moinho à altura do cemitério. Alguns argumentam que a passarela do Renascer não trouxe transtornos e sim soluções para o  Renascer. Mas, o Renascer não “tinha dois lados”. O centro de Cabedelo, sim.
 
E o prazo está se esgotando segundo o superintendente para resolver a situação. Disse que que já pretende iniciar obras ainda esse ano, mas não com “emendas de bancada”, mas com recursos federais que a própria prefeitura pode apresentar um projeto e usar para fazer a terceira via. Quanto ao DNIT não realizar nenhuma obra no centro de Cabedelo a partir de então, é cristalino: A SEMOB pode manter o trecho da Praça do Marinheiro até o retorno da Rua do Moinho.
 
Para quem não sabe o DNIT só tem jurisdição até 50 metros de ambos os lados da BR 230, ficando desnecessário dizer que trânsito urbano é de responsabilidade da Prefeitura! Damos uma sugestão aos vereadores Pereira, Junior Datele, Graça Rezende ou Márcio Bezerra (que quer o “plesbicito”): Apresentem requerimento ao prefeito solicitando que envie projeto para “dividir” a taxa de iluminação pública altíssima que pagamos (desde o desastrado governo petista) e esta seja transformada em dois impostos: de iluminação pública e manutenção de vias urbanas. Resolvido o problema da manutenção do trecho da BR no centro.
 
Afora isto, é tripudiar no destino de uma população, de um povo que sempre viveu unido e sem “guetos”. Se já é difícil combater a criminalidade sem “fronteiras”; com a cidade “dividida”, até para viaturas policiais vai ficar péssimo. É preciso pensar sem açodamento, sem o pensamento de que dividindo Cabedelo, cresce. Ao contrário: perderá...e muito. CLIQUE AQUI>>>> ASSISTA AO VÍDEO DA ENTREVISTA ESCLARECEDORA SOBRE O ASSUNTO, NA VISÃO DO SUPERINTENDENTE.
 
    Marcos Matias
radialista/jornalista