quinta-feira, 3 de maio de 2007

O abril vermelho, o comunista e a casa da mãe Joana


Ninguém duvida, ninguém agüenta mais, ninguém passa ao largo da violência que assola o País! Mas, quem é o promotor de tanta violência, quem permite? “Nuncanestepaiz” um presidente decantou tantos “avançossociaiscomonuncahouve”. Alardeia o réu-eleito, o “inocentado” por “falta de provas” no caso dossiê dos tucanos, o apedeuta que atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da silva ou simplesmente Lula, que “nuncaantes”. Ele é o “paidospóbris”, o “homi” que levou os “fíos” da pobreza à ingressarem na universidade...”Quem nunca viu isso?...” Meu filho está na universidade através do Pró-uni, dizia uma senhora no programa político da campanha passada do apedeuta.
Nove foras, desde o ingresso em 2003, do governo lulo-petista, realmente nunca se viu tantos crimes, tantas operações cinematográficas da Polícia Federal, “botando poderosos na cadeia”, são juízes, policiais, desembargadores... Sempre que um boi ou uma boiada petista está prestes a “se perder”, lá vem a PF, com operações acompanhadas de televisão para o povo ver que o governo prende “poderosos”. Não esqueçamos: - "Estamos resolvidos a tudo o que é possível: astúcias, artifícios, métodos ilegais, calar, dissimular, etc." (Lénine). As universidades brasileiras estão cheias de doutrinadores socialistas, ensinando que o capitalismo “selvagem” é o mal do mundo (eles não vivem sem salário e fazem greve até por um centavo), que revoluções socialistas precisam ser lembradas e fomentadas em nome dos “menos favorecidos”, dizem eles.
Então, é claro: Marcola, Champinha, Beira-mar “são vitimas da sociedade, da “elite dominante”, dizem os comunistas brasileiros! Hoje, estão no paraíso, invadem e destroem a propriedade alheia com dinheiro do governo (que é do povo que paga impostos). Com o beneplácito de um governo que não tem moral pra lhes barrar as ações, pois, foi eleito por esse tipo de gente subversiva! O todo poderoso da comunicação do governo petista já foi guerrilheiro (em outras palavras, terrorista) e um dos mentores do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, juntamente com Zé Dirceu. O que fazer? Petistas são especialistas em transformar assassinos, bandidos, ditadores da pior espécie, em heróis! São ídolos deles: Fidel, Che Guevara, Chavez, dentre outras bestas comunistas. Vi um episódio na TV, onde em São Paulo, salvo engano, moradores de um conjunto habitacional entraram em conflito com um bando de “sem teto”, tai, uma das táticas comunistas em foco: “A propriedade é um roubo." (Proudhon)." Para esses, os comunistas, ter uma propriedade é crime, tê-la invadida, uma necessidade. Vamos lembrar uma frase do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf: - "Se você tiver uma fazenda e, na hora da colheita, tiver que optar por um administrador petista e uma nuvem de gafanhotos fique com os gafanhotos". - "Ou o Brasil acaba com os sem-terra, ou os sem-terra acabam com o Brasil". Tarcísio Leite Matos (promotor no julgamento do massacre de Corumbiara). Abril vermelho ôôô...

A Imprensa Brasileira corre sério perigo com o senhor Lula da Silva, o “pai dos comunistas modernos destepaiz”, senão vejamos na visão comunista: - “ A imprensa é uma arma; Por que haveria eu de dar uma arma a meu inimigo? (Trotsky)”. Mas, grande parte da imprensa nacional está “encantada” com os avanços sociais da bolsa família, do pró-uni... das operações cinematográficas da Gestapo Lula, em que está se tornando a polícia federal. Paulo Medina, o corrompido juiz tem que ir pra cadeia? Tem! Dirceu, Berzoini, Delúbio... Também! Mas, esses três últimos cavaleiros estão nem aí pra lei, então:... “Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura (Nelson Rodrigues). Poucos jornalistas e comunicadores Brasileiros se insurgem contra esse governo podre petista. A maioria do Congresso se vendeu por cargos e benesses no governo, votam tudo o que o lhes é mandado votar. Os deputados federais hoje em sua grande maioria são vassalos do governo. Dá nojo assistir uma sessão da Câmara Federal, um Clinaglia presidindo e um monte de acéfalos obedecendo. - Não seríamos verdadeiros comunistas se não soubéssemos modificar inteiramente nossa tática de conformidade com o momento. Todos os recuos, todos os zig-zags da nossa tática têm um único fim: a revolução mundial (Dimitrof).

A sociedade Brasileira está “anestesiada” com tantos crimes, com tanta balbúrdia, com ministro nomeado a favor do aborto... Lembremos: "A mulher que ama seus filhos não passa de uma cadela." (Kollontai, embaixatriz soviética da Romênia - Comunista). Estamos no mundo comunista, vivemos um tempo ruim, onde: O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes: É proibido proibir e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais (Nelson Rodrigues). E concluo com Nelson Rodrigues: - Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos (Nelson Rodrigues). Esse é o brasil de Lula, a casa da mãe Joana.

MARCOS MATIAS

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O HEGEMONISMO DA BESTA TRIUNFANTE


por Augusto de Franco



Formou-se a mais poderosa coalizão de forças de nossa história recente em apoio ao governo corrupto de Lula da Silva. O arco de alianças vai desde uma organização política clandestina disfarçada de movimento social (o MST), passando pelas centrais sindicais (agora anexadas como aparelhos do Estado e financiadas com dinheiro público), por organizações totalmente degeneradas que remanesceram da época da luta revolucionária contra o regime militar, até chegar à grande maioria dos partidos (inclusive o PV de Gabeira – vejam só! – faz parte da base do governo...). Existem evidências importantes de que parte desse tenebroso ajuntamento tem raízes no crime organizado.



E começam a surgir sinais preocupantes da existência de ramificações do submundo do crime no judiciário, no legislativo e em vários governos. E tudo isso conta com o apoio de parte significativa do empresariado, em todos os setores da atividade produtiva, mas, em especial, nos bancos. Também não são desprezíveis os contingentes de articuladores e analistas políticos que estão passando para o lado do governo. Alguns de forma explícita: o caso inaugural foi o de Ciro, mas – como a caçamba seguindo a corda – veio também o vira-casaca Mangabeira; até o Padilha – campeão das articulações congressuais no governo FHC – passou-se de armas e bagagens para o lado do vencedor. Outros, de modo tácito, trabalham para sustentar o governo "do lado de lá", como é o caso do Aécio (e, agora, ao que tudo indica, do próprio Tasso).



Gente de mídia também anda doida para sentar no colo de Lula a partir dos empregos e outras prebendas que serão fornecidos pela TV estatal do "comissário" Franklin Martins. Sobrou pouca coisa fora dessa formidável articulação de forças regressivas: uma parte da imprensa, uma parte dos partidos ditos de oposição e um contingente considerável, porém difuso, de cidadãos indignados com o processo de perversão da política e de degeneração das instituições em curso no país a partir de 2003. Ora, ninguém monta uma estrutura desse porte – pagando o preço que tiveram que pagar quando vieram à tona os escândalos Waldomiro-Dirceu(foto), Mensalão-Valerioduto, Palocci-Casa dos Prazeres, Falso Dossiê– Entourage de Lula – para abandonar o poder. Sim, eles não pretendem sair do poder em 2010.


E não vão mesmo, a menos que façamos alguma coisa. Nós, quem?Não é incrível que pessoas tão inteligentes, que dedicaram uma vida inteira à função pública ou à prática da política, não estejam vendo isso? Como se explica essa miopia pandêmica? As explicações podem ser várias, mas do ponto de vista político existe uma que é central: a traição da oposição aos votos recebidos nas urnas de 2002 e 2006. Sem quem trave o combate político quotidiano, sem quem interprete e decodifique os atos do governo e do demagogo neopopulista que o chefia, sem quem defenda a democracia brasileira e as instituições republicanas da sanha lulopetista pelo controle do Estado e da sociedade, não há como fazer frente, nem no curto nem no médio prazo, ao hegemonismo da besta triunfante.

terça-feira, 1 de maio de 2007

“O BRASIL NÃO TEM POVO”

por Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga.
Em 1881, em sua obra, L’esclavage au Brésil, Louis Couty afirmou:“O Brasil não tem povo”, pois, “em nenhuma parte se acharão massas de eleitores sabendo pensar e votar, capazes de impor ao governo uma direção definida”.Cento e vinte e seis anos se passaram desde que Couty apontou o triste fato: “O Brasil não tem povo”. Mas, será que já tem, apesar das mudanças ocorridas?Como é impossível analisar num pequeno artigo mais de um século de história, tomo como marco importante o processo de industrialização, iniciado nos governos de Getúlio Vargas e JK, que desembocou no atual perfil do Brasil urbano e em parte modernizado. Persistem, é verdade, os contrastes sociais. Predominam na pirâmide social os mais pobres. Mas, bem diferente do século em que Couty nos visitou agora temos classes médias e uma elite econômica. Mesmo assim, perdura nosso subdesenvolvimento político que, associado ao vácuo de valores que hoje se observa, leva a indagar se Couty continua ou não tendo razão.
Afinal, são eleitos e reeleitos notórios bandidos, trambiqueiros, mentirosos, tanto para o Poder Legislativo quanto para o Executivo e, em muitos casos, não se distingue entre desembargadores, juízes, advogados, políticos, bicheiros e qualquer tipo de marginal. Isto pode significar que são poucos os eleitores que sabem pensar e votar, sendo ao mesmo tempo incapazes de impor ao governo uma direção definida.A péssima escolha de nossos representantes pode ainda refletir uma profunda identificação popular com seus eleitos no que eles têm de pior, o que indicaria que não temos povo, mas plebe. Ao mesmo tempo, há muita ignorância relativa aos candidatos no que concerne às suas trajetórias políticas, demonstração de que conhecimento e informação não são coisas idênticas, pois não faltam, ainda que filtradas, informações sobre o festival de falcatruas prodigalizado por quem deveria dar o bom exemplo. Paradoxalmente isso acontece apesar da profusão de ONGs, centrais sindicais, associações de artistas e de intelectuais, dos chamados movimentos sociais, enfim, de tantas entidades que vão das associações de moradores à OAB, à ABI, à UNE, à CNBB e muitas outras, agora denominadas de redes sociais que alguns imaginam ser fontes de conscientização, civismo e solidariedade.
Portanto, as redes sociais que sempre existiram, mas que com a complexidade urbana aliada à velocidade dos meios de transporte e comunicação (Internet e telefonia celular entre as mais recentes e notáveis revoluções da comunicação) se multiplicaram, não produzem necessariamente o cidadão cônscio, o indivíduo capaz de otimizar seu livre arbítrio, o ator que interfere em seu tempo. Novas “comunidades” nem sempre são atestados de “novo cidadão” solidário. Na diversidade do mundo atual onde os grupos “primários” como a família são trocados por grupos “secundários”, estes podem também abrigar redes, por exemplo, de criminosos, de terroristas, de narcotraficantes que possuem um tipo de solidariedade, de aprendizado e de projetos comuns, mas que estão bem longe do homem naturalmente bom de Rousseau ou do revolucionário “para si” de Karl Marx, que o conteúdo do termo rede social quer ressuscitar.Conferir à humanidade de hoje virtudes excelsas que ela jamais possuiu, é tão falso quanto o dilema indivíduo x sociedade, pois o que existe é uma interação entre o ser humano e seu ambiente sócio-cultural.Finalmente, se mudanças sempre estão ocorrendo, pois a vida é dinâmica, por trás das transformações materiais, valorativas e comportamentais certas essências humanas nunca mudam e a humanidade como um todo permanece ignorante, crédula e facilmente manipulável.
No nosso caso, apesar das redes sociais prevalece o “mesmismo” de que falou Roberto Campos e uma acachapante e piorada passividade que tudo aceita como natural e politicamente correto. E continuamos, como, aliás, acontece com todos os povos, tangidos por poderes mais altos e ocultos em bastidores inacessíveis ao vulgo.Concluindo, apesar das redes sociais o homem continua, como disse Henry Louis Mencken, “o caipira par excellence, um ingênuo incomparável, o bobo da corte cósmica. Ele é crônica e inevitavelmente tapeado, não apenas pelos outros animais e pelas artimanhas da natureza, mas também (e mais particularmente) por si mesmo – por seu incomparável talento para pesquisar e adotar o que é falso, e por negar ou desmentir o que é verdadeiro”. No nosso caso, isso muito se acentua e de certo modo explica, entre outras causas históricas e culturais aqui não abordadas, porque o Brasil não tem povo.