sexta-feira, 23 de março de 2012

INDIGÊNCIA INTELECTUAL, POLÍTICA E MORAL...


23/03/2012
 às 6:05

INDIGÊNCIA INTELECTUAL, POLÍTICA E MORAL - Senado cobra fim da prisão de Guantánamo e do embargo a Cuba. Atenção! Foi o Senado Brasileiro! Mas isso é pouco!

Este texto foi publicado originalmente às 22h25 de ontem. Eu o mantive no alto porque, de certo modo, ele marca um momento histórico do Senado — da sua história mais deprimente. Abaixo, há posts da madrugada.
Ah, meu Jesus Cristinho! Eis um daqueles momentos em que o ato de dar a notícia já provoca na gente um profundo sentimento de vergonha. Leiam o que informa a Agência Senado. Volto em seguida:
*
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) decidiu, nesta quinta-feira (22), fazer um apelo aos Estados Unidos para que “suspendam o bloqueio econômico e comercial a Cuba”. Logo em seguida, no entanto, a comissão rejeitou a proposta de solicitar ao governo de Cuba a concessão de um indulto aos presos políticos que ainda estão nas cadeias daquele país e a autorização para que a blogueira Yaoni Sánchez possa viajar a outras nações, como o Brasil.
As duas medidas foram sugeridas em requerimentos do mesmo senador, Eduardo Suplicy (PT-SP), e receberam o apoio do senador Pedro Simon (PMDB-RS), relator em ambos os casos, Durante a votação, porém, apenas o primeiro requerimento foi aprovado. Na votação do segundo requerimento, dos 10 senadores presentes, apenas três - Suplicy, Simon e Ana Amélia (PP-RS) - manifestaram-se pela aprovação.
Ao defender os dois requerimentos, Simon fez uma dura crítica à manutenção do embargo econômico a Cuba, que se mantém por mais de 50 anos. Ao mesmo tempo, o relator considerou justo pedir a Cuba que “avance no sentido das liberdades”, permitindo a entrada e a saída de cidadãos cubanos do país e a libertação de prisioneiros políticos. Ele considerou interessante que os dois requerimentos fossem votados ao mesmo tempo.
Logo em seguida, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciou sua posição favorável apenas ao primeiro requerimento. Em sua opinião, o bloqueio econômico a Cuba pode ser considerado um “atentado aos direitos humanos”, por prejudicar a população do país. Por outro lado, perguntou quem estaria financiando o trabalho da blogueira Yaoni Sánchez e criticou a proposta de Suplicy para que o governo cubano libertasse os prisioneiros políticos da ilha.
“Respeito Cuba e não gostaria que entrássemos em questões internas daquele país”, afirmou Vanessa. O mesmo argumento foi utilizado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), para quem os dois requerimentos tinham naturezas diferentes. Segundo ele, o Senado brasileiro estaria “invadindo a soberania cubana” ao dizer àquele país quem deve ou não permanecer preso. Simon argumentou, por sua vez, que a aprovação simultânea dos dois requerimentos estaria no contexto de uma proposta de “pacificação geral” nas relações entre Estados Unidos e Cuba. Suplicy também pediu a aprovação das duas propostas. “Nos Estados Unidos dizem que, se Cuba der sinais de maior liberdade, vão acabar o embargo mais rapidamente. O embaixador de Cuba não responde mais a meus telefonemas, mas faço isso como amigo do povo cubano”, disse Suplicy.
O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), previu que a aprovação do segundo requerimento poderia se tornar uma “mensagem mal entendida pelo governo cubano”. O pedido, em sua opinião, poderia distanciar o Brasil de Cuba e “dificultar um diálogo mais fluido com aquele país”. Da mesma forma, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) disse que o texto proposto por Suplicy poderia ser considerado “uma intromissão em assuntos internos de um país com o qual o Brasil tem boas relações”. O requerimento aprovado pela comissão pede ainda ao governo dos Estados Unidos que liberte cinco cubanos presos em seu território, acusados de espionagem, além do fechamento da base militar de Guantánamo, mantida pelo governo americano em território cubano.
VolteiPois é… Achei que o mal de Suplicy fosse uma “idiopatia”, se me permitem o neologismo (para entender o significado, buscar no dicionário o sentido de “id” e “pata”). Mas não! Noto que o mal é contagioso. Se bem que, com uma exceção ou outra, o grupo ali não inspirava mesmo grande confiança, especialmente quando o assunto é política externa…
Então vamos ver. O Senado brasileiro acha que está a seu alcance cobrar dos EUA — essa ditadura asquerosa, certo? — que suspenda o embargo contra aquele exemplo de democracia que é Cuba. Também quer o fim de Guantánamo, onde — falamos sobre isso ontem — estão presos terroristas. Encanta-me, adicionalmente, o senso de oportunidade: no dia em que Mohammed Merah foi morto pelas forças de segurança francesas. Nota: ele foi preso pelos americanos no Afeganistão e entregue à França, que o deixou solto… Uma pena que não tenha sido mandado para Guantánamo. Mas vamos seguir.
A maioria da tal comissão achou que lhe cabia fazer essas cobranças aos EUA, mas se negou a pedir a libertação dos presos políticos. Atenção! Cuba é um dos poucos países do Ocidente em que há prisioneiros de consciência. Também não quis votar uma moção em favor da viagem de Yoani Sánchez. Como a “idiopatia” de Suplicy é ideologicamente orientada, é claro que essa proposta era o emprego da virtude em favor do vício. Para todos os efeitos, ele propôs coisas dos dois lados; os outros é que não aceitaram, entenderam?
Vejam que lindo! A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) não quis pedir a libertação dos presos de consciência porque alegou que “tem muito respeito por aquele país”. Ora, por que não teria? Pensa o mesmo o tal Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) — que, se cubano, certamente estaria trabalhando, debaixo de chicote, em um canavial.
Cuba está entre os países que têm os presídios mais insalubres e precários do mundo; pessoas que cometeram o crime de pedir democracia são confinadas junto com bandidos comuns. Em comparação com as instalações prisionais do país, Guantánamo é um paraíso. Aliás, os terroristas que estão presos ali vivem melhor do que os prisioneiros do outro pedaço a ilha — refiro-me à população como um todo.
Os senadores foram fundo na impostura. Não pediram que Cuba liberte seus presos de consciência porque consideraram que isso seria intromissão em assuntos internos, certo? Não obstante, cobraram que os EUA soltem cinco cubanos presos no país, a saber: Ramón Labañino, René González. Tony Guerrero, Fernando González e Gerado Hernández Nordelo.
São, comprovadamente, agentes da ditadura cubana detidos nos EUA.
Entenderam a moral dos nossos valentes? Não se deve exigir que Cuba liberte inocentes porque isso seria uma intromissão inaceitável em seus assuntos internos. Mas lhes parece razoável que se exija que os EUA libertem culpados.
A indigência intelectual e moral em que chafurda a política brasileira assume dimensões absolutamente inéditas.
Nunca antes na história da própria indigência!
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 12 de novembro de 2011

Colaboração para o Senador Cássio Cunha Lima acerca da PEC 033 que quer ressuscitar "diploma" de jornalista


Caro Senador,

                   No sentido de colaborar com o debate e sua decisão à ser tomada na PEC 033, inicio dizendo que SOU CONTRA A FORMA COMO SE QUER A VOLTA DO DIPLOMA. NÃO SOU CONTRA O DIPLOMA, POIS, ELE CONTINUA SENDO EMITIDO PELAS UNIVERSIDADES e passarei à enumerar os motivos de NÃO CONCORDAR em que o Senado se preste a fazer retroagir, para “pegar” decisão do STF e desfazê-la em desfavor de  MILHARES de Pais e Mães de Famílias que vivem do jornalismo, hoje.

Ao final desta contribuição, enumero algumas sugestões, lembrando ao senhor que votei em Vossa Excelência com prazer e a consciência de que sempre se pautará pela LEGALIDADE. Os recentes escândalos no MTB representam um pouco dessa “briga” pela volta do diploma de jornalismo, ou: a Fenaj, ligada ao PT e partidos de esquerda tem feito alguma coisa CONTRA A CORRUPÇÃO do governo em que eles ajudaram à eleger? Deus o abençoe, senador.

Enumero abaixo, Jornalistas Sem Diploma que exerceram ou exercem a Profissão, chamando a atenção de Vossa Excelência para um fato: Na PB o senhor Land Seixas, presidente do Sindicato dos Jornalistas não é DIPLOMADO e ainda exige dos “outros”, o diploma que ele nunca teve, sendo claro perseguidor de jornalistas sem diploma, em nome de ‘MEIA DÚZIA’ de profissionais de jornalismo que querem continuar com as mesmas regalias da “reserva de mercado” que por anos e anos, usufruíram, usando hoje, jornalista senador como autor da PEC, um senador do PCdoB como relator, famoso pela truculência com que trata o que “ele acredita”... (PCdoB - sigla atolada em escândalos dos mais diversos) e outro “amigo de mensaleiros” deputado, PARA “RETROAGIR E PEGAR QUEM OBTEVE O REGISTRO PROFISSIONAL POR DECISÃO JUDICIAL”.

Leiamos: - o parecer favorável do senador Inácio Arruda (PC do B-CE). Arruda acha que a proposta, contra a qual já se manifestaram, seguidas vezes, vários dos principais jornalistas do país, vai “resgatar a dignidade profissional dos jornalistas”. Como assim, cara-pálida? - Sou jornalista há 46 anos, e não conheço um só jornalista que considere que sua dignidade profissional necessite de resgate, sobretudo por esse meio. Há, sim, jornalistas que, por diferentes motivos, defendem a obrigatoriedade do diploma (Reinaldo Azevedo – VEJA).

E as ONGS do PCdoB, heim, Inácio Arruda? VAMOS INVESTIGAR? 



Dentre os mais famosos “jornalistas sem diploma” no Brasil, destacam-se: Assis Chateaubriand (jornalista proprietário dos Diários Associados), Samuel Wainer (jornalista proprietário do jornal “Última Hora”), Carlos Lacerda (jornalista proprietário do jornal “Tribuna da Imprensa”), Costa Rego (primeiro catedrático de Jornalismo no Brasil), Cláudio Abramo (jornalista que não cursou Faculdade de Jornalismo, mas fez “Escola”), Arnon de Mello (jornalista proprietário da Gazeta de Alagoas) Nino Carta (jornalista fundador de Revistas), Bóris Casoy (jornalista sem diploma, âncora de telejornal), Júlio Mesquita, David Nasser, Danton Jobim, Horácio de Carvalho, Irineu Marinho, Roberto Marinho, Hélio Costa (Ministro das Comunicações), Miro Teixeira, Franklin Martins (porta-voz da Presidência da República no governo Lula) entre outros. 

Vossa Excelência foi vitima de uma Lei esdruxula (nascida açodadamente por um suposto clamor popular) que quase lhe alijou do mandato em definitivo de senador. Com o advento da internet não é mais possível DIZER que para exercer a profissão de jornalista é preciso um pedaço de papel, porque, se assim for, a PEC deverá dizer que o twitter, por exemplo, só poderá ser usado no Brasil por jornalistas diplomados em ‘nome da ética jornalística’. Todos os demais jornalistas sem o tal pedaço de papel, serão “aéticos”? Redarguir o STF não será de bom alvitre, num momento em que o Congresso está tomado de interesses pessoais, NÃO REPUBLICAMOS.

Por outro lado, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), useiro e vezeiro de métodos não Republicanos em favor de absurdos (autor da PEC na Câmara)... Relembremos sua “atuação” em favor de mensaleiros: (Deputado Paulo Pimenta PT-RS), candidato a Prefeito de Santa Maria pega carona com Marcos Valério e entrega lista fria na CPI do Mensalão!...). Na condição de relator da CPI, precisou ser DURAMENTE chamado à se “comportar” e RENUNCIAR do cargo, pelo senador à época, Arthur Virgílio (PSDB). Então, ‘mostrou’ o deputado a sua “ética”, que foi vista pela TV no Brasil todo, ao lado de Marcos Valério, operador do mensalão do PT, na garagem da Câmara dos Deputados.

Esse “deputado” jornalista “com diploma” é um dos ferrenhos defensores da regressão do diploma, em principio pela manutenção do feudo sindical da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas, intimamente ligada ao PT e por ‘principio pátrio deles’, de serem eles, defensores do AI5 instituído pelos militares que instituiu a estrovenga de que o Estado pudesse regular a mídia através de “órgãos” de classe ligados ao PT e partidos de esquerda no Brasil e América Latina. Até Lula, apedeuta conhecido, RECUSOU a apoiar a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, cujos “autores” foram Zé Dirceu e a Fenaj. O resultado todos sabem : Lula disse, NÉGO.

Veredicto do PGR sobre Dirceu(quase instituidor do Conselho Federal de Jornalismo coim a Fenaj, que seria uma órgão repressor dos jornalistas, à ponto de poder "cassar" registros...


É preciso compreender que não há “clamor” da Sociedade, não há movimentos em favor da volta do diploma e que somente sindicatos de jornalistas ligados à Fenaj assim agem, no afã de manterem seus privilégios, suas arrecadações, sua ligação intima com as esferas governamentais, como tristemente vive hoje, a outrora, UNE! O que de fato esses sindicatos realizam em favor da sociedade? O que um diploma (QUE CONTINUA SENDO EMITIDO E VÁLIDO) assegura ao profissional quanto a sua lisura, ética, senso de responsabilidade? Registre-se: "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença." - Constituição Federal artigo 5 - IX
“Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão”.

Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e ideias de toda natureza, sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha." Convenção Americana sobre Direitos Humanos- Artigo 13.

Pela PEC, o twitter passará a ser de uso restrito de “jornalistas diplomados”? Será ridículo para essa legislatura atual do Senado, “legislar” para retroagir tirando direitos de pessoas que tem acesso ao mais abrangente acervo de mídia, mas, que um pequeno grupo de “sindicalistas” querem pra si, a prerrogativa de serem ‘porta vozes’ das mídias sociais e da sociedade que hoje existe. Viva a DITADURA DA FENAJ E SEUS SINDICATOS, ÚNICOS DETENTORES DO DIREITO DE “EXPRESSAR” O PENSAMENTO, POR TEREM (NEM TODOS) SEUS ASSOCIADOS, UM PEDAÇO DE PAPEL QUE OS “DISTINGUE” DOS DEMAIS MORTAIS.

Diversos países não cobram diploma de jornalista para o exercício da profissão. Entre eles estão: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Colômbia, Dinamarca Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça. O Brasil e sua corrupção epidêmica cobra ética de papel à “jornalistas sem diploma”? – Curioso, não? Para não dizer surreal.

Michel Mathien, professor de ciências da informação e da comunicação da Universidade de Strasbourg III, na França, lista em seu livro "Les Journalistes", de 1995, que em quase toda a Europa, apesar de não haver requisito de formação, existe regulamentação de acesso à profissão. Nesses países prevalece a concepção de que a liberdade de expressão é incompatível com impedimentos para que qualquer cidadão possa não só ingressar na profissão, mas até mesmo ter seu próprio veículo de comunicação.

Os cursos superiores de jornalismo do Brasil têm de ser o "que eles são na maior parte do mundo": um diferencial, não uma obrigação, na formação de profissionais. Não um IMPEDIMENTO AO LIVRE EXERCICIO DE UMA PROFISSÃO EM QUE MILHARES DE PROFISSIONAIS JÁ EXERCEM HÁ ANOS E VIVEM DO JORNALISMO, ENQUANTO MILHARES DE “FORMADOS” E ‘DIPLOMADOS’, ESCOLHEM OUTRAS PROFISSÕES PARA VIVER E SOBREVIVER, DELAS.


Sendo assim, colaborando como Vossa Excelência pediu no twitter, enumero alguns pontos que a PEC pode ajudar no debate e até na FACILITAÇÃO e não no IMPEDIMENTO do exercício da profissão de jornalista:

1 – Inscrição na carteira de trabalho (para os que já possuem registro no MTB) do termo JORNALISTA PROFISSIONAL, sem a observação de “jornalista precário”, visto que a Decisão do Supremo derrubou a exigência do Diploma; à todos os que obtiveram  o REGISTRO PROFISSIONAL DE JORNALISTA, na condição liminar da Justiça e por último, por DECISÃO SOBERANA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF.

2 - Emissão de Carteira Nacional de Identificação de Jornalista por SSP e correlatos, hoje somente emitida pela Fenaj, uma afronta ao Livre exercício da profissão prevista na CF e que também FERE o principio da Livre associação e da não obrigação de se associar.

3 – Para os que desejarem obter registro a partir da data de aprovação de legislação ulterior (PEC), que seja aplicado um CURSO INTENSIVO DE GRAMÁTICA DE 06 MESES E A APLICAÇÃO DE UMA PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS e CONHECIMENTOS ESPECIFICOS DE PRODUÇÃO JORNALISTICA, INCLUINDO UMA PROVA ESPECIFICA DE REDAÇÃO SOBRE TEMAS DIVERSOS, PARA AUFERIR A CAPACIDADE DE ARGUMENTAÇÃO DO “FUTURO” JORNALISTA.

4 – Que o termo exigência do DIPLOMA se reserve à quem queira “exigir” do profissional de jornalismo, para motivos de admissão em empresa do ramo e NUNCA para condicionar ao exercício da profissão (Até porque nenhum mecanismo em lei deterá as mídias sociais, uma delas, o twitter que Vossa Excelência usa).

5 – Que para exercer o jornalismo de forma profissional, no momento da emissão do registro (MTB) o solicitante deverá apresentar:

1 – Certificado de no mínimo o ENSINO MÉDIO e cursos específicos de REDAÇÃO, GRAMÁTICA E TÉCNICAS DE PRODUÇÃO EM JORNALISMO; ou certificado de curso superior de jornalismo.

2 – Fazer prova de que tem condição ilibada para exercer a profissão, apresentando provas documentais emitidas por órgãos da Justiça Estadual e Federal, que atestem que não sofreu condenação Judicial no âmbito criminal, irrecorrível.

3 – 05 anos de continuo exercício da profissão (até a data do pedido de registro) por meio eletrônico (site corporativo em que o registro tenha sido por CNPJ, com a devida comprovação do registro e apresentação dos backups do material publicado, rede regional ou nacional de TV ou rádio com registro em carteira ou contrato de trabalho), escrito ou exercício continuo de assessor de imprensa no prazo estipulado.

Espero estar colaborando com o debate e que seu voto não seja CONTRÁRIO ao clamor de milhares de jornalistas não diplomados (e suas Famílias) e a favor de uma entidade (Fenaj) que não representa ninguém à não ser os interesses de uma diretoria que se perpetua no poder, de governo em governo, sempre buscando os primeiros lugares nos “banquetes”, bem como, sendo uma “eterna” na busca de contribuição sindical, apenas.

Lembro ao Senador, o que se passou no âmbito do STF para a tomada de decisão que “frustrou” a Fenaj, não o Povo Brasileiro:


Decisão do STF sobre "diploma" de jornalista: 


         http://www.youtube.com/watch?v=pAoR69BISKo


STF - O entendimento foi de que o artigo 4º, inciso V, do Decreto-Lei 972/1969, baixado durante o regime militar, não foi recepcionado pela Constituição Federal (CF) de 1988 e que as exigências nele contidas ferem a liberdade de imprensa e contrariam o direito à livre manifestação do pensamento inscrita no artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica. -

- A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, em que se discutiu a constitucionalidade da exigência do diploma de jornalismo e a obrigatoriedade de registro profissional para exercer a profissão de jornalista. A maioria, vencido o ministro Marco Aurélio, acompanhou o voto do presidente da Corte e relator do RE, ministro Gilmar Mendes, que votou pela inconstitucionalidade do dispositivo do DL 972. –

Para Gilmar Mendes, “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, disse. “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”, afirmou o relator.

O RE foi interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da 16ª Vara Cível Federal em São Paulo, numa ação civil pública.

No RE, o Ministério Público e o Sertesp sustentam que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.

Além disso, o artigo 4º, que estabelece a obrigatoriedade de registro dos profissionais da imprensa no Ministério do Trabalho, teria sido revogado pelo artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, mais conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ao qual o Brasil aderiu em 1992. Tal artigo garante a liberdade de pensamento e de expressão como direito fundamental do homem.


Em apoio à mesma tese, o procurador-geral da República sustentou que a atual legislação contraria o artigo 5º, incisos IX e XIII, e o artigo 220  da Constituição Federal, que tratam da liberdade de manifestação do pensamento e da informação, bem como da liberdade de exercício da profissão.

O advogado João Roberto Piza Fontes, que subiu à tribuna em nome da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), advertiu que “o diploma não impede ninguém de escrever em jornal”. Segundo ele, a legislação dá espaço para os colaboradores com conhecimentos específicos em determinada matéria e, também, para os provisionados, autorizados a exercer o jornalismo onde não houver jornalista profissional formado nem faculdade de Comunicação.

Ao acompanhar o voto do relator, a ministra Cármen Lúcia disse que a CF de 1988 não recepcionou o DL 972. “Não há recepção nem material nem formal”, sustentou ela. Além disso, a ministra considerou que o inciso V do artigo 4º do DL contraria o artigo 13 do Pacto de San Jose da Costa Rica.

No mesmo sentido votou o ministro Ricardo Lewandowski. Segundo ele, “o jornalismo prescinde de diploma”. Só requer desses profissionais “uma sólida cultura, domínio do idioma, formação ética e fidelidade aos fatos”. Segundo ele, tanto o DL 972 quanto a já extinta – também por decisão do STF – Lei de Imprensa representavam “resquícios do regime de exceção, entulho do autoritarismo”, que tinham por objeto restringir informações dos profissionais que lhe faziam oposição.

Ao também votar pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, o ministro Carlos Ayres Britto distinguiu entre “matérias nuclearmente de imprensa, como o direito à informação, criação, a liberdade de pensamento”, inscritos na CF, e direitos reflexamente de imprensa, que podem ser objeto de lei. Segundo ele, a exigência do diploma se enquadra na segunda categoria. “A exigência de diploma não salvaguarda a sociedade para justificar restrições desproporcionais ao exercício da liberdade jornalística”, afirmou.

Ele ponderou, no entanto, que o jornalismo continuará a ser exercido por aqueles que têm pendor para a profissão, sem as atuais restrições. Ao votar contra elas, citou os nomes de Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Manuel Bandeira, Armando Nogueira e outros como destacados jornalistas que não possuíam diploma específico.

Por seu turno, ao votar com o relator, o ministro Cezar Peluso observou que se para o exercício do jornalismo fossem necessárias qualificações como garantia contra danos e riscos à coletividade, uma aferição de conhecimentos suficientes de verdades científicas exigidas para a natureza do trabalho, ofício ou profissão, o diploma se justificaria.

Entretanto, segundo ele, “não há, no jornalismo, nenhuma dessas verdades indispensáveis”, pois o curso de Comunicação Social não é uma garantia contra o mau exercício da profissão.“Há riscos no jornalismo?”, questionou. “Sim, mas nenhum é atribuível ao desconhecimento de verdade científica que devesse governar a profissão”, respondeu, ele mesmo.

Ele concluiu dizendo que, “há séculos, o jornalismo sempre pôde ser bem exercido, independentemente de diploma”.

O ministro Eros Grau e a ministra Ellen Gracie acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Gilmar Mendes.

Último a proferir seu voto no julgamento, o decano da Corte, ministro Celso de Mello, acompanhou o relator do recurso. O ministro fez uma análise histórica das constituições brasileiras desde o Império até os dias atuais, nas quais sempre foi ressaltada a questão do livre exercício da atividade profissional e acesso ao trabalho.

Ainda no contexto histórico, o ministro Celso de Mello salientou que não questionaria o que chamou de “origem espúria” do decreto-lei que passou a exigir o diploma ou o registro profissional para exercer a profissão de jornalista, uma vez que a norma foi editada durante o período da ditadura militar.

Para o ministro, a regra geral é a liberdade de ofício. Ele citou projetos de lei em tramitação no Congresso que tratam da regulamentação de diversas profissões, como modelo de passarela, design de interiores, detetives, babás e escritores. “Todas as profissões são dignas e nobres”, porém há uma Constituição da República a ser observada, afirmou.

Veja que na fala do Ministro Celso de Melo, HÁ UMA CONSTITUIÇÃO QUE PRECISA SER PRESERVADA. Vossa Excelência foi vitima dos que não queriam preservar o principio da retroatividade à não ser para beneficiar, não para punir. São os mesmos que querem a volta de um pedaço de papel.


Exigência de diploma veio de um decreto dos “Três Patetas”

A exigência do diploma vigorou por 40 anos, com base no artigo 4º, inciso V, do Decreto-Lei 972, de 1969, baixado durante o regime militar, vejam vocês, pela junta militar que tomou o poder durante três meses, em 1969, depois da doença do marechal Costa e Silva, a cujos integrantes o dr. Ulysses Guimarães designou, acertadamente, de “Os Três Patetas”.

Depois de anos de discussão na Justiça, promovida por iniciativa do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp), o Supremo Tribunal Federal, em junho de 2009, derrubou, por 8 votos a 1, a obrigatoriedade, considerada inconstitucional. Para o Supremo, o decreto-lei da junta viola a Constituição de 1988, e as exigências neles contidas contrariam a liberdade de imprensa e o direito à livre manifestação do pensamento previstos no artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos.

A indispensabilidade do diploma para exercer a profissão de jornalista priva o jornalismo e a quem ele deve sevir – a sociedade — de grandes talentos e de preciosas contribuições, e é, sem surpresa, uma das pedras de toque dos setores mais corporativistas da profissão(A Fenaj é uma dessas CORPORATIVISTAS AO EXTREMO), com raras exceções.

Deus lhe abençoe, lhe Guarde e lhe dê-lhe a condição de CONVENCER seus pares para deter GRAVE ameaça À LIBERDADE DE EXPRESSÃO (a partir da volta do diploma, o CFJ – Conselho FEDERAL de Jornalismo da lavra de ‘Dirceu’, será um passo...)., pois, Há coisas mais importantes para o senhor Sarney colocar em votação, há um CLAMOR POR UMA CPI DA CORRUPÇÃO NO GOVERNO FEDERAL, CORRUPÇÃO “COMONUNCAANTESHOUVENESTEPAÍS”. – Atente também que a Fenaj se apodera dia a dia de funções de radialistas, assessores de Imprensa e Relações Públicas no Brasil. Leve a discussão à pauta da PEC. Convide sindicatos de Radialistas para o debate, Conselhos de Relações Públicas e profissionais de Assessorias. 






       Respeitosamente,

           Marcos Matias
    radialista-jornalista
músico-estudante de direito 

terça-feira, 24 de maio de 2011

A derradeira flor do Lácio

Por Percival Puggina - www.puggina.org em 23/05 -                                   

Quando me deparei com a notícia de que novos livros didáticos aprovados pelo MEC e pagos com dinheiro do contribuinte eram claramente alinhados com o petismo no poder eu não me surpreendi. Livro didático aprovado pelo MEC é prêmio literário para intelectual orgânico, ora essa. Quem conhece o petismo sabe que ele não perde chance de fazer proselitismo. A mesma destapada malandragem se derrama pelos concursos públicos, pelas provas do ENEM e onde quer que surja uma brecha para a semeadura ideológica. Sabe aquele inço que nasce e se infiltra até numa trinca do piso? Pois é.

Texto completo

Não há cargo em disputa, nomeação possível, cadeira ou cátedra vazia, título honorário, medalha, redação de jornalismo, microfone livre, espaço cultural, passeata ou procissão onde o PT não se apresente. O PT não deixa livre nem cadeira de engraxate. Faça o teste. Quando estiver frente a um auditório lotado diga assim: "Quem quer ser...". Não precisará terminar a frase. Todos os que levantarem a mão são petistas. Estão sempre prontos para ser. Seja lá o que for. Quando conseguem ser, criam um aparelho e ficam sendo. Vá ao estádio do Beira-Rio em Porto Alegre. No meio da torcida colorada, faça chuva ou faça sol, frio ou calor, haverá uma enorme faixa com a estampa do Che Guevara - aquele vampiro argentino que se dizia com sede de sangue. O que faz ali a faixa? Por que se dão ao trabalho de carregá-la e desfraldá-la num campo de futebol, ano após ano? Proselitismo.

"O PORCO CHE"
Nada escapa do aparelhamento.                                   

Estão nas Igrejas, nos sindicatos, nas universidades, nas escolas, nos cursos de preparação para o vestibular, nos cursos organizados para ingresso nas carreiras jurídicas (notadamente naqueles criados pelos órgãos de classe da magistratura e do ministério público), estão nas carreiras de Estado, nos conselhos profissionais, nas Forças Armadas, nos seminários, nos grandes jornais e nos boletins paroquiais, nos folhetos das missas e - claro, por que não? - nos livros didáticos do MEC petista. Então, essas coisas não me surpreendem. Plantou colheu. Elegeu o PT, vai ter isso aí. Tudo aparelhado. Tudo a serviço da causa.

O que me surpreendeu foi o retorno a uma fase anterior ao petismo no poder. Aquela segundo a qual o bom é ruim e o péssimo é ótimo. Lembrei-me daquele período e de que já havia escrito algo a respeito. Fui atrás e encontrei o texto. Ele foi publicado em 8 de dezembro de 1997 no Correio do Povo, numa época em que o petismo, chegando ao poder, começava a usar gravata. Lá pelas tantas, eu escrevi assim, referindo-me ao que se observara no esquerdismo dos anos anteriores: "Chegou a ser moda não pentear os cabelos, tomar o menor número possível de banhos, andar mal vestido, falar com incorreção, tratar-se com curandeiros. Quem adotasse conduta oposta e ainda por cima lesse artigos de jornal e bons livros, acabava malvisto pelos companheiros. Havia políticos que eram incorrigíveis nos seus erros gramaticais cuidadosamente cultivados porque lhes proporcionavam singular identificação com as bases.

Conheci alguns cujas esposas eram sempre apresentadas como companheiras porque tal palavra expressava uma relação mais popular e portanto mais adequada do que a outra. Ter uma boa formação acadêmica atrapalhava mais do que ajudava quando o assunto envolvia imagem e popularidade. Conheci pessoas que quando precisavam ir a uma vila trocavam de carro, de roupa e de sapato."

O "PAI DO KIT GAY" REVELADO

O tal livro do MEC que valoriza os erros de linguagem sinaliza, na esteira do lulismo, um retorno àqueles velhos tempos. Falar bem é ruim. Falar mal é bom. Nivele-se tudo por baixo! Na atividade rural, ser produtivo é ruim; ser improdutivo é bom.


Os ministros petistas do STF que acusaram a família tradicional de ser uma família voltada para o patrimônio, ao passo que a família gay seria voltada para o amor andaram na mesma direção: família tradicional é ruim; família gay é bom. Na mesma linha, Venezuela é bom; Chile é ruim. Cuba é bom; Estados Unidos é ruim.

Também na linguagem, o petismo quer endeusar Lula. O "cara" sacralizou a linguagem inculta, certo? Logo, precisamos fazer com que as escolas não corrijam quem fala como o chefe, até porque há quem se disponha a pagar R$ 200 mil (!) pelo privilégio de vê-lo atropelar o idioma... Por fim, a produção verbal de Lula, consolidador da derradeira flor do Lácio, ainda mais inculta, mas sempre bela, o habilita ao fardão da Academia Brasileira de Letras. Alô, alô, Machado de Assis, os companheiros estão querendo Lula lá!

* Percival Puggina (66) é titular do blog www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.





Por Percival Puggina - www.puggina.org em 23/05/2011
Quando me deparei com a notícia de que novos livros didáticos aprovados pelo MEC e pagos com dinheiro do contribuinte eram claramente alinhados com o petismo no poder eu não me surpreendi. Livro didático aprovado pelo MEC é prêmio literário para intelectual orgânico, ora essa. Quem conhece o petismo sabe que ele não perde chance de fazer proselitismo. A mesma destapada malandragem se derrama pelos concursos públicos, pelas provas do ENEM e onde quer que surja uma brecha para a semeadura ideológica. Sabe aquele inço que nasce e se infiltra até numa trinca do piso? Pois é.

 
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Não há cargo em disputa, nomeação possível, cadeira ou cátedra vazia, título honorário, medalha, redação de jornalismo, microfone livre, espaço cultural, passeata ou procissão onde o PT não se apresente. O PT não deixa livre nem cadeira de engraxate. Faça o teste. Quando estiver frente a um auditório lotado diga assim: "Quem quer ser...". Não precisará terminar a frase. Todos os que levantarem a mão são petistas. Estão sempre prontos para ser. Seja lá o que for. Quando conseguem ser, criam um aparelho e ficam sendo. Vá ao estádio do Beira-Rio em Porto Alegre. No meio da torcida colorada, faça chuva ou faça sol, frio ou calor, haverá uma enorme faixa com a estampa do Che Guevara - aquele vampiro argentino que se dizia com sede de sangue. O que faz ali a faixa? Por que se dão ao trabalho de carregá-la e desfraldá-la num campo de futebol, ano após ano? Proselitismo.

Nada escapa do aparelhamento.



Estão nas Igrejas, nos sindicatos, nas universidades, nas escolas, nos cursos de preparação para o vestibular, nos cursos organizados para ingresso nas carreiras jurídicas (notadamente naqueles criados pelos órgãos de classe da magistratura e do ministério público), estão nas carreiras de Estado, nos conselhos profissionais, nas Forças Armadas, nos seminários, nos grandes jornais e nos boletins paroquiais, nos folhetos das missas e - claro, por que não? - nos livros didáticos do MEC petista. Então, essas coisas não me surpreendem. Plantou colheu. Elegeu o PT, vai ter isso aí. Tudo aparelhado. Tudo a serviço da causa.

O que me surpreendeu foi o retorno a uma fase anterior ao petismo no poder. Aquela segundo a qual o bom é ruim e o péssimo é ótimo. Lembrei-me daquele período e de que já havia escrito algo a respeito. Fui atrás e encontrei o texto. Ele foi publicado em 8 de dezembro de 1997 no Correio do Povo, numa época em que o petismo, chegando ao poder, começava a usar gravata. Lá pelas tantas, eu escrevi assim, referindo-me ao que se observara no esquerdismo dos anos anteriores: "Chegou a ser moda não pentear os cabelos, tomar o menor número possível de banhos, andar mal vestido, falar com incorreção, tratar-se com curandeiros. Quem adotasse conduta oposta e ainda por cima lesse artigos de jornal e bons livros, acabava malvisto pelos companheiros. Havia políticos que eram incorrigíveis nos seus erros gramaticais cuidadosamente cultivados porque lhes proporcionavam singular identificação com as bases.

A TERRORISTA NÃO MORREU:

Conheci alguns cujas esposas eram sempre apresentadas como companheiras porque tal palavra expressava uma relação mais popular e portanto mais adequada do que a outra. Ter uma boa formação acadêmica atrapalhava mais do que ajudava quando o assunto envolvia imagem e popularidade. Conheci pessoas que quando precisavam ir a uma vila trocavam de carro, de roupa e de sapato."

O tal livro do MEC que valoriza os erros de linguagem sinaliza, na esteira do lulismo, um retorno àqueles velhos tempos. Falar bem é ruim. Falar mal é bom. Nivele-se tudo por baixo! Na atividade rural, ser produtivo é ruim; ser improdutivo é bom. Os ministros petistas do STF que acusaram a família tradicional de ser uma família voltada para o patrimônio, ao passo que a família gay seria voltada para o amor andaram na mesma direção: família tradicional é ruim; família gay é bom. Na mesma linha, Venezuela é bom; Chile é ruim. Cuba é bom; Estados Unidos é ruim.

 
Também na linguagem, o petismo quer endeusar Lula. O "cara" sacralizou a linguagem inculta, certo? Logo, precisamos fazer com que as escolas não corrijam quem fala como o chefe, até porque há quem se disponha a pagar R$ 200 mil (!) pelo privilégio de vê-lo atropelar o idioma... Por fim, a produção verbal de Lula, consolidador da derradeira flor do Lácio, ainda mais inculta, mas sempre bela, o habilita ao fardão da Academia Brasileira de Letras. Alô, alô, Machado de Assis, os companheiros estão querendo Lula lá!

* Percival Puggina (66) é titular do blog www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.


BOLSONARO REPRESENTA A MAIORIA DO POVO BRASILEIRO, NÃO DUVIDEM!